Mudanças são precisas

Foto zen para combinar com o texto :)

Foto zen para combinar com o texto :)00

Eu escrevo em blogs desde criança, usava o blogger e escrevia textos bobos sobre a minha vontade de amar (sim, minhas paixonites de criança haha) e viajar. Lembro que uma amiga minha do colégio tinha um blog e eu achei interessante e depois disso, resolvi copiar. Ela foi a principal responsável por me incentivar a escrever e ler, e a devo muitas coisas que aconteceram na minha vida. Como todos já devem imaginar, o começo foi maravilhoso, era um mundo novo e todas as minhas ideias estavam ali para todos lerem. Eu achava isso um máximo! Fiz vários amigos virtuais por conta de escrever textos, poemas e crônicas no meu blog, eram pessoas bem legais e cultas, e eu era apenas um garoto de 9 anos. Hoje, eu não tenho mais contato com nenhum deles, mas fica meu apreço, gostei muito de conversar com vocês.

Eu cresci, eu não tenho mais 9 anos e meu blog não é mais “Dentro d’Alma”, aliás nem sei onde ele foi parar, queria ler meus antigos textos. Alguns blogs depois, morar um ano fora de casa e viver novas experiências, fiz o “Quase Astronauta”. Eu tinha 13 anos, mas não era o mesmo Pedro de 9 anos, ainda pelo pouco tempo que se passou. Com 9 anos eu queria ler clássicos e não entendia nada. Gostava de The Beatles e Pop, acho que ser eclético era cool. Graças a Deus essa fase passou, eu era super irritante tentando imitar meus “amigos virtuais”. Sinto vontade de rir e vomitar ao mesmo tempo! HAHA. Agora voltando aos 13, eu era um novo Pedro, me descobrindo quem eu era e do que eu gostava. O “Quase Astronauta” veio me mostrar que eu conseguia fazer conteúdo e que pessoas poderiam gostar.

Esse blog me fez perceber que eu posso gostar também de coisas mainstream, sem me deixar bobo. Sim, eu sentia vergonha de ler e escutar coisas populares com medo do que essas pessoas falariam, eu tinha medo de elas me abandonarem hahaha. Esse blog mostrou-me que eu posso ser quem eu quiser e ainda o fato poder mostrar minhas ideias e interesses para o público. Eu sou extremamente grato por esse passo que eu dei, criar esse blog foi um alívio para meu ócio criativo. Mas, como muita gente sabe esse blog foi criado como literário, devido às minhas influências da época na internet.

4 anos depois, com 17 anos, minha vontade não é mais de escrever sobre livros e quem acompanha a evolução do conteúdo já deve ter percebido. Com o 3º ano no ano passado e a faculdade nesse ano, eu mal tenho tempo de ler livros que gosto e que as pessoas tenham interesse de ler. Por exemplo, fui na biblioteca da faculdade hoje e peguei “Lógica da Programação”, aceitariam resenha desse?! HAHA. A questão é que desde da criação do “Quase Astronauta” eu nunca parei para respirar, para pensar no que é melhor para mim, e isso é culpa minha! E eu me agarrei na ideia de que eu teria que blogar para sobreviver, e eu ia gostar disso. As coisas mudam e você nem percebe.

Em 2015 eu estava tão desanimado com o blog e o youtube, basicamente pela frustação de não ter recebido nada nesses 3 anos de conteúdo e que eu gostava tanto de fazer. Vocês leram bem, sim, GOSTAVA. Eu estava fazendo conteúdo no sentido para os outros gostarem, não era simplesmente do meu gosto. Sei que o conteúdo são para os leitores, mas primeiramente eu tenho que gostar do que estou escrevendo. Também fiz um canal no youtube porque todos os outros blogueiros estavam fazendo, então entrei na onda e fui seguindo. Eu não respeitei meu horário.

Os anos se passaram e depois de muitos erros, eu precisei de 2015 para refletir. Precisei que viesse toda aquela história do vestibular/escola para eu parar e refletir sobre minha jornada na internet. E agora estou aqui para falar tudo o que está engasgado. Então… esse texto pode parecer o fim de uma era na web, mas não é.

Era preciso eu me respeitar!

Chegou 2016, e eu não fiz nenhuma meta. Não me agarrei a nada e estou fazendo que deveria ter feito a 2 anos atrás: respeitar a ordem das coisas, respeitar o tempo. Estou mais eu mesmo, e finalmente, estou me encontrando, o que deveria ter acontecido na criação desse blog. Agora, com 17, eu mudei de cidade novamente e estou fazendo faculdade (também um dos motivos do sumiço). Meu curso não era a minha primeira escolha, mas estou me conformando. A gente se adapta também! :)

Então, para o grande final: eu acho que a partir desse texto, a fase “Quase Astronauta” acaba. Eu não me identifico mais tanto assim, mas foram 4 anos e devo respeitar. E também não vou sumir dos blogs e só ir pro Youtube (que é meu grande amorzinho no momento), porque são 8 anos escrevendo. É uma coisa que gosto mesmo de fazer, só precisava encontrar o que escrever. Assim, eu acho que é hora de mudar o nome do blog para “Pedro Leite” e fazer o que está no banner atual falar “sobre tudo que me inspira”. É… Estou confiante!!! A mudança ocorrerá em algumas semanas! ;)

Ficar preso ao “Quase Astronauta”, me dava acesso a só um leque de conteúdos que pré-determinei no inicio. Agora com o meu blog autointitulado, posso falar o que der na telha! Então, para melhorar sempre, mudanças são bem-vindas. Fiquem ligados, quero voltar aqui com mais frequência, para valer.

p.s.: desculpem-me pelo post/desabafo gigante, se eu fosse iniciar essa nova era sem me explicar por completo, não iria conseguir! ;)

Como fazer Torta de Limão no Pote (Mason Jar)

tortadelimao-3

Estreando mais um vídeo da série Cozinha do Astronauta no meu canal com uma receitinha super fotogênica e gostosa (esse que importa! :D). Também dando uma dica de potinhos, já que aqui no BR não tem aqueles mason jars dos EUA. Vamos lá assistir o vídeo?! A receita está em baixo, também!

Como eu sou muito fã de torta de limão e não tenho aquela forma com fundo removível, é bem difícil eu fazer em casa, maaaas rodando pelo pinterest da vida, encontrei a ideia de fazer o doce em um potinho, no entanto, cadê o potinho bonitinho?! Lá vai o Pedro virar um blogueiro de DIY! AHAH. Eu usei para fazer a torta potinhos de molho de tomate, os pequenos e tenho certeza que o molho pode virar uma deliciosa macarronada no domingo!

tortadelimao-2

Receita de Torta de Limão no Pote

Rendimento: 4 potes com 10 colheres de mousse em cada

O que você vai precisar:

  • 4 paçocas para usar como base da torta
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 caixinha de creme de leite
  • Suco de dois limões
  • 3 claras de ovo
  • 5 colheres de açúcar

Como fazer:

  • Primeiramente, amasse a paçoca em cada potinho (eu usei copinhos de molho de tomate) para servir como base da tortinha.
  • Para o mousse base, misture o suco dos limões, o leite condensado e o creme de leite até atingir uma consistência cremosa.
  • Coloque 10 colheres do mousse em cada potinho – já com a paçoca, para gelar por pelo menos 30 minutos.
  • Para a cobertura faremos um merengue: em banho-maria, coloque as claras e o açúcar, mexendo sempre até dissolver totalmente o açúcar.*
  • Depois com o açúcar dissolvido nas claras, bata a mistura em uma batedeira ou na mão mesmo até virar uma coisa totalmente fofinha, quase um algodão-doce, porém mais ~encorpado~.
  • 2ª montagem: coloque o merengue por cima do mousse (já gelado), e se quiser, umas raspinhas de limão para decorar. Sirva e coma logo, pois o merengue perde sua consistência rápido.

* Você não vai comer ovo cru viu?! Com o banho maria, o ovo vai ter alcançado 70ºC que é a temperatura de pasteurização – não de cozimento.

tortadelimao-1

Se vocês fizeram a receita, não se esqueça de postar no insta me marcando (@quaseastronauta), ok?! Espero que vocês tenham gostado dessa receita, e se tiver alguma sugestão para o próximo episódio é só deixar nos comentários, viu?! Um abraço e até a próxima. ;)

aviso

Desabafo sobre estereótipos

Foto por Mariano Brizzola

Leia escutando:

Às vezes eu me esqueço como as pessoas podem ser tão amargas a partir do momento que você deixa de agradá-la, e acontece até mesmo com as que você ama. Às vezes falta compreensão por parte delas. Às vezes falta um pouquinho de altruísmo, mas é assim mesmo. Você tem que ser perfeito e o que sobre de ti, se ferre. Você não pode decepcionar os outros, mas eles podem fazer o que quiser contigo.

Eu caí como vítima mais uma vez no quesito estereótipos. Fui julgado de maneira errada e que feriu meus próprios conceitos, por pessoas que eu realmente amo. Eu não sou um típico garoto adolescente normal com 16 anos, e admito. Eu não gosto de sair. Eu não gosto de festas. Eu não gosto de bagunça, muito menos de festas. Eu não sou aquele garoto cheio de paqueras e amizades. Eu sou aquele “politicamente correto”, que é julgado de antissocial e homossexual (não que isso é ruim) por simplesmente não gostar das mesmas coisas que a maioria gosta.

A maioria dessas pessoas que falam pelos cotovelos sobre mim, não me conhecem realmente. Não conhecem minha índole e meus valores. E, esses valores mudam de tempos e tempos, mas tem um que não muda: o respeito mútuo. Eu respeito uma pessoa que me respeita e me aceita do jeito que sou, também acontece que constantemente, me coloco no lugar de uma pessoa. Tipo, no assunto namoro: uma menina com certeza não gostaria de pegar um cara com uma ~má fama~, então eu não quero ser esse cara, que muitos são.

Mas, essa não é a questão do texto. A questão é a seguinte: o respeito à diversidade. Eu me considero bastante diferente do restante dos adolescentes que eu conheço e acho legal porque eu tenho minha personalidade. Em uma sociedade como a nossa, na qual ainda é exercido sobre nós uma pressão para se adequar aos ~preceitos~ e ~valores~ da família nuclear simples e tradicional, está em falta a diversidade de personalidades. Todos são robozinhos com cérebros configurados de fábrica.

Eu tenho um sonho de que um dia as pessoas possam ser livres para serem o que quiser e não serem taxadas. Tipo, usar a roupa que quiser ou ter o corte de cabelo que quiser ou ser quem você quiser, e por um acaso, alguém chegar e apontar o dedo para você “aquele é gay”, ou “aquele não se mistura, quer ser maior que os outros”. E quem estiver se perguntando, meu nome é Pedro Henrique Leite, tenho 16 anos, sou heterossexual, e com um pouquinho de personalidade. Tenho certeza de que você, depois de ler esse post, não tenha me taxado de alguma coisa.

Um abraço e até a próxima.